\n'; document.write(barra); } } changePage();
![]() Veja AQUI permissão de publicação do relatório dada ao Projeto Morcego Livre A raiva vem ocorrendo em Minas Gerais desde o ano de l.978, trazendo prejuízos elevados para os criadores, o gráfico (página 6), mostra o crescimento do número de focos ano a ano alcançando o pico máximo em 1997 quando começa a declinar. Analisando os dados obtidos em 2.001 (páginas 11 a 28), concluímos que a vacinação do rebanho em Minas Gerais continua baixa 60%, pois o índice ideal seria superior a 90%, levando em consideração que muitos criadores revacinaram seus animais e como estes dados foram obtidos do Relatório de Fiscalização de Produtos de Uso Veterinário, este índice é menor. Fazendo uma comparação com o ano de 2.000 esta vacinação permaneceu estável. Foram capturados cerca de 13.284 morcegos hematófagos 40% a menos que em 2.000, o número de abrigos trabalhados também foi inferior 1.604 que representa 49% a menos que o ano anterior, este serviço não foi satisfatório para interromper a propagação da raiva, pois foram realizadas capturas em apenas 206 municípios (mapa 01) o que representa 24%, e foram realizadas capturas em 109 Escritório Seccionais o que representa 57% dos ESECS do IMA. Tivemos durante o ano focos de raiva comprovados através de exame laboratorial em 110 municípios (mapa 02), 13% do Estado e 7% a menos do que o ano anterior. Fazendo uma comparação temos o seguinte: dos 110 municípios onde ocorreu a Raiva, somente teve o serviço de combate aos morcegos hematófagos em 56 municípios, ou seja, 51%, sendo que em 54 municípios onde existe o foco de raiva esta providência não foi tomada o que contribui para a disseminação da raiva entre as colônias. Entretanto, em 148 municípios (mapa 03) onde não foi realizado diagnóstico laboratorial para a raiva, as capturas foram realizadas mostrando o interesse dos chefes de seccionais em realizar o serviço de prevenção, destacando-se as Delegacias Regionais de Uberaba e Uberlândia. Apesar deste trabalho preventivo, este combate atingiu apenas 17% do Estado de Minas Gerais, e para alcançarmos êxito teríamos de atingir 100%. Ao analisarmos os dados do IMA de 1.982 a 2.001, (página 10) podemos notar que o número de morcegos capturados por ano é elevado, somando-se as capturas realizadas durante este período temos 256.937 morcegos hematófagos capturados e tratados, isso representa em estimativa no mínimo a eliminação de 2.560.000 vampiros, numero suficiente para a redução dos morcegos e do vírus circulante no Estado e conseqüentemente, da raiva. Pelos relatórios, em 76% dos municípios do Estado, não foi realizada a prevenção através da captura e tratamento dos morcegos hematófagos que diminuiria o número de vampiros que é encontrada em todas as regiões. Desta maneira, ocorrerá sempre o aumento do número de morcegos ano a ano, seguido dos deslocamentos eventuais para outras regiões inclusive com repovoamento de áreas trabalhadas. Assim no futuro teremos novos focos entre os morcegos e conseqüentemente entre os herbívoros. O ideal para alcançarmos o objetivo de controlar a raiva é aumentarmos o número de capturas preventivas e que fossem realizadas no mínimo duas capturas em cada município por mês, nesta impossibilidade pelo menos o mínimo de uma captura por município a cada duas meses, e chegaríamos ao fim do ano com 5.118 capturas realizadas, levando-se em conta a média de morcegos capturados teríamos o mínimo de 48.621 morcegos hematófagos capturados, número suficiente para eliminar no mínimo 486.210 vampiros, e o principal é que teríamos trabalhado em todo o estado. Para termos uma idéia precisa da presença dos morcegos hematófagos no Estado de Minas Gerais, citamos como exemplo a tese do Dr. Eduardo Otávio de Almeida, ele realizou este trabalho durante um ano no município de Cordisburgo, em uma região trabalhada há 20 anos atrás e que representa 30% do município. O Dr. Almeida realizou 37 capturas em 14 propriedades, 18 abrigos e em 2 currais, capturando ao todo 566 Desmodus rotundus rotundus e 38 Diphyla ecaudata, isto mostra que a população dos morcegos é bastante significativa, e que os vampiros foram capazes de repovoar a região ao longo destes 20 anos. Comparando com o trabalho executado no IMA, somente os ESECS de São Gonçalo do Sapucaí e Perdizes ultrapassaram o numero de abrigos e de morcegos capturados pelo Dr. Almeida. Estes números deverão ser examinados nas Delegacias Regionais, comentados e discutidos em reunião com os chefes de seccionais e apresentadas sugestões. Nos anos de 1998, 1.999 e 2.000 também foram enviados a todas as Delegacias Regionais um relatório semelhante solicitando uma avaliação com sugestões, no entanto não obtivemos respostas. Sabemos da dificuldade financeira, do não reconhecimento deste serviço como insalubre e da falta de equipes específicas para este trabalho, apesar desta realidade temos que procurar uma alternativa capaz de conter os transmissores da Raiva.
Márcio Geraldo Ribeiro
Municípios com ocorrência de raiva e que não houve captura de morcegos hematófagos.
VACINAÇÃO DE RAIVA E CAPTURA DE MORCEGO EM MINAS GERAIS Ano de 2001
Obs: Exames positivos para raiva em outras espécies. Bubalinos (02) – Uberaba, Caninos (23) – Curvelo (1), Governador Valadares (14), Teófilo Otoni (8), Morcego (03). Oliveira, Passos , Uberlândia.
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
